CK: Para onde vai o Poker?
por
Christian
Kruel
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Artigos
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fevereiro 2nd, 2010
Tags:Card Player, Christian Kruel
Acabei de voltar de Londres, onde por muito pouco não entrei em uma preciosa mesa final. De qualquer forma, foi uma experiência impagável! Valeria muito a pena falar de diversas situações da WSOPE aqui, mas, nesta edição, fugirei um pouco do meu perfil e falarei sobre algo em que penso bastante: os bastidores do poker.
Nos últimos vinte anos, dois norte-americanos dominaram o Circuito Mundial de Surfe Profissional. Atuando em épocas distintas, o californiano Tom Curren e o nativo da Flórida Kelly Slater se destacaram dos demais atletas de suas épocas em todos os aspectos. Porém, enquanto Curren conquistou “apenas” três títulos mundiais, Slater faturou o mundial nove vezes. Mas, se eles tinham a mesma habilidade e a mesma superioridade em relação aos oponentes, porque tanta diferença assim? A resposta é fácil: variância!
No surfe, assim como no poker, prepondera a habilidade. Só que o surfe depende da natureza, na medida em que esta produz ondas, que por sua vez que são utilizadas pelos surfistas durante as competições. Assim como existem cartas boas e ruins no mesmo baralho, existem ondas boas e ruins na mesma praia.
Na época de Curren, os competidores disputavam baterias de curta duração, de cerca de 15 ou 20 minutos. Em alguns casos, somavam-se as quatro melhores ondas e, em outros, as três melhores. O surfista tinha um curto período de tempo para achar e surfar o maior número de ondas possível e, enquanto não conseguisse surfar o limite mínimo de ondas estabelecido para a soma de notas, não podia se dar ao luxo de escolher as melhores ondas, pois não podia correr o risco de ficar sem pontuação.
Além disso, os campeonatos tinham dia e hora para começar e acabar, e as baterias eram disputadas em quaisquer condições, ou seja, com mar bom ou ruim. Esses fatores transformavam alguns torneios em verdadeiras loterias e, por isso, nem sempre vencia o melhor.
Atualmente, visando modernizar os campeonatos, a Associação de Surfe Profissional (ASP) adotou algumas mudanças radicais. As baterias passaram a ser mais longas, com no mínimo 30 minutos. Quanto às notas, em vez de quatro ou três, passou-se a se levar em consideração apenas as duas melhores. Além disso, foi criado um período de espera nos torneios, que, a partir daí, só se realizam com boas ondas. Caso elas por acaso piorem, o torneio é paralisado, sendo reiniciado no dia seguinte, na mesma praia ou numa praia próxima com boas condições. E para finalizar, as etapas principais passaram a se concentrar nas melhores praias do planeta. Assim, concedeu-se aos melhores atletas do mundo a possibilidade de competir em igualdade de condições, e isso deu ao norte-americano Kelly Slater a possibilidade de se sobressair durante nove temporadas. Com inteligência, a ASP acabou com a variância no surfe!
Assim como o surfe buscou sair do estigma da marginalização e ser regulamentado como esporte no início dos anos oitenta, o poker trilha hoje caminho semelhante, buscando reconhecimento e regulamentação da atividade. Porém, a jornada é bem mais nebulosa, porque, ao contrário do surfe, a variância é quem garante o nivelamento por baixo, que é estritamente necessário para a sobrevivência do poker no longo prazo. No poker, o profissional consegue seu lucro, na grande maioria dos casos, sobre os jogadores mais fracos, e a contrapartida é que os mais fracos, para continuar jogando, precisam vencer. Não existe pescaria lucrativa sem peixes no mar.
Jogos de alta variância proporcionam ao jogador menos talentoso uma sensação de poder de igualdade diante dos mais fortes. Por isso temos presenciado uma proliferação em massa dos torneios tipo turbo e superturbo nas salas de poker online. O aumento na oferta de jogos de alta variância é uma tendência que vem se concretizando neste ano de 2009.
Por outro lado, até mesmo para que o público leigo e a imprensa esportiva encarem o poker como esporte, entendo que é estritamente necessário criarmos mecanismos para garantir disputas entre profissionais de alto nível com sistemas de baixa variância, como aconteceu com o surfe. Foi o que ocorreu agora no torneio da WSOP Europe, que contou com uma estrutura extremamente deep!
O poker vem crescendo ao longo da última década, mas nós ainda não temos um circuito mundial oficial. Não me entendam mal, é lógico que campeões de braceletes, WPTs, EPTs, por exemplo, são campeões mundiais, mas nós não temos um campeão mundial oficial, temos diversos meios de comunicação que determinam o seu “Jogador do Ano”, utilizando vários critérios diferentes.
Talvez você não concorde plenamente comigo, mas eu acho apenas que os diversos rankings existentes na imprensa especializada não possuem critérios padronizados. O campeão do Main Event da WSOP não é necessariamente o melhor jogador do ano ou o “campeão mundial”, e alguns campeões da WSOP são até mesmo alvo de deboche. O que quero reforçar aqui com meu ponto de vista é que eu acredito que, no longo prazo, deve-se criar uma maior padronização.
Se conseguir vencer esse desafio, o poker poderá vir a ser encarado de maneira mais séria por possíveis investidores com interesse nesse crescente mercado. Quando tivermos um ranking mundial unificado, poderemos ter torneios fechados, limitados aos melhores do ranking e com injeção de patrocínio na premiação através de contratos de publicidade para exibição nas TVs aberta e fechada. A premiação dos jogadores não deveria se restringir apenas ao buy-in de quem joga, mas, a exemplo do que acontece em outros esportes, os jogadores poderiam ter patrocínios pessoais para roupas e acessórios, passando a ter sua imagem explorada não apenas em propagandas de poker rooms.
Sei que o desafio não é fácil, mas considero irreversível o caminho em direção a termos, em pouco tempo, um Circuito Mundial oficial, com ranking padronizado e um campeão ao final do ano em sistemas de baixa variância, de modo que o poker seja reconhecido mundialmente como esporte, inclusive por aqueles que não o praticam.
Grande Abraço,
Christian Kruel
Este artigo foi publicado na edição n. 27 da revista CardPlayer Brasil.



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Resultado do Torneio Master Raise de Janeiro
fevereiro 2nd, 2010 às 15:00
Realmente é difícil vc ver donkeys cravando torneios Deep. Comparação genial CK, parabéns.
fevereiro 2nd, 2010 às 19:01
“O campeão do Main Event da WSOP não é necessariamente o melhor jogador do ano ou o “campeão mundial”, e alguns campeões da WSOP são até mesmo alvo de deboche.”
Alô, Joe Cada?
fevereiro 2nd, 2010 às 19:06
Otimo artigo.Agora sobre essa unificação quem poderia faze-la não que na minha opiniao.
Pegamos ai as 10 principais salas online e mais os tres organizadores dos maiores torneios ao vivo.Juntamos todos e fazemos um calencadorio torneios explorados e focados por todos.Seria lindo…Mas acho que $ nao seria tão atraente para todas as partes que lucram com isso.
fevereiro 3rd, 2010 às 23:14
Po, mas ainda acho que em nenhum esporte vai haver tanta variância como no poker. Colocando um kelly Slater, Roger Federer ou Michael phelps contra alguém que pratica o esporte por hobby a chance desse aventureiro se sair melhor é quase nula. Já no poker existem as bad beats que não respeitam ninguém.
fevereiro 4th, 2010 às 13:23
Olha, em 95% dos outros esportes, o sucesso depende da preparação e dos treinos, ja no poker, voce precisar treinar, ter habilidade sim.. com certeza, mas para voce ganhar dinheiro de verdade, ficar rico voce vai precisar de sorte também… tenho visto centenas de horas de poker com jogadores consagrados como Phil Ivey, Patrick Antônius, e outros.. e eles sãos bons, muito bons.. com certeza.. mas também a sorte acompanha eles, raramente eles perdem para uma badbeat.. e quando eles blefam, na maioria das vezes o outro jogador não tem nada para pagar.. Quando a mão deles estão com 70% de chances de vencer no flop ou pre flop, eles vencem a maioria das vezes. Entao, quando vc joga com a mão que mais tem chance de vencer e na maioria das vezes vence, tudo fica mais fácil. Ja faz 01 ano que jogo poker e 10 meses que fiz uma tabela completa com todos os históricos das minhas mãos.. depois de cada sessão eu alimento essa tabela e o meu resultado é bastante conturbador..
Em todo esse tempo, mãos como AA de mano eu perdi 45% delas, KK de mano para mãos inferiores eu perdi 44%, e qualquer outra mão aonde pre flop e flop aonde eu estava com mais de 70% de vitória eu perdi 47% das mãos. Eu cheguei a fazer uma tabela de mais de 5000 mãos jogadas pelo Patrick Antônius e sempre quando ele estava com 70% de chances pre flop e flop ele vencia 67%, inclusive quando era mãos importantes, com o pot de fichas ou $ grande, o percentual aumentava mais ainda. Então se eu tivesse o mesmo resultado em percentuais dele, ou parecido pelo menos, eu teria ganho muito mais dinheiro!!!!! AH.. AA de mano para ele, ele venceu 81% das mãos.
Existe um torneio da fulltilt todos os domingos com $22.00 de inscrição com $200.000 garantidos, eu ja terminei algumas vezes entre os 60 ultimos, e o que mais me intriga é em todas as mãos eu perdi para badbeats. Duas vezes eu KK, no flop eu fiz uma trinca, com tres naipes e cartas diferentes, sem possibilidade de straight ou flush e nas duas ultimas veio o flush do outro jogador.. Então mesmo se eu tivesse a mesma habilidade que ele tem, o meu resultado seria inferior ao dele, bem inferior….
E outra coisa, o poker é um jogo de habilidades, ok… de números.. agora quando a lógica e os numeros funcionam para vc fica fácil dizer que… sou bom tenho habilidade.., e quando eles não funcionam????? Então como o brenob falou.., não existe nenhum outro esporte com tanta variância que nenhum poker.
Outros esportes = oportunidade + preparação, treinamento
Ja no poker = habilidade, treino + sorte – sem o fator sorte vc pode ganhar um trocado, mas não ficar rico
fevereiro 4th, 2010 às 13:32
Ah outra coisa.. Joe Cada, pode ate virar alvo de deboche… mas ele ganhou mais de $8.500.000,00 de lucro no WSOP.. a lista de jogadores em todo o mundo com esses ganhos é pequena. E nas tres vezes que ele foi allinn a mão dele estava melhor, não houve badbeats. 1 – 44xA8 de phil ivey, a lógica venceu, 2 – AAxK9 de Darwin Moon, e na ultima 99xJQ… ele venceu também..
fevereiro 4th, 2010 às 14:30
Ottersback, perfeito! Faço das suas palavras, as minhas!
fevereiro 4th, 2010 às 14:45
Resposta para ottersback: Cara, vc falando sobre o que vc vê na TV. Essas jogadas são editadas, só as mais interessantes passam no programa. Em um torneio vc vai ver top players levando bad beats sim. A diferença é que os caras sabem manter o foco e subir o stack novamente. Outra coisa é a tranquilidade para não apostar todo stack em simples coin flips sem valor, sem leitura. É impossível alguém ser “acompanhado” pela sorte.
fevereiro 4th, 2010 às 15:16
Resposta para ottersback: Cara, o Cada deu allin de 22, 33 e 44 quando ele tava short stack na mesa final e ganhou todos. Não é sempre lógica…
fevereiro 4th, 2010 às 18:31
Resposta para Arthur:
Não ele deu allinn com AA – 44 – 99, os allins que ele deu com 22 e 33 eu não vi ainda. A ultima mão ele venceu com 99
fevereiro 4th, 2010 às 18:45
Resposta para AKQueen111:
Olha, as mais de 5000 mãos de Patrick Antonius, aonde eu fiz o comparativo, a maioria delas são do proprio site da fulltilt, através do cash game.. os da TV são a minoria…
fevereiro 4th, 2010 às 21:16
Eu concordo 100% com o ottersback, , precisa ter sorte mesmo,eu vejo cada jogada destes caras ai durr, phil ivey os caras pagam apostas absurdas com seus draws (4 odds) e bate, vai all in com pares baixos e ganha pô assim fica fácil.
As pessoas que são amantes deste jogo, as vezes não entende isto mas é a pura realidade, eu jogo poker a algum tempo, leio vários artigos, disputo torneios e cara sou um azarado, porque não consegui nada ainda com este jogo(ganho para a cerveja e mais nada se eu não trabalhasse morria de fome com esse jogo), e coloco aqui, que 95% foi por causa da falta de sorte, eu acho que é até um absurdo, comparar este jogo com qualquer atividade esportista que só depende da pessoa em si, no poker é preciso ter sorte é por isto que as vezes o donk fica milhonário da noite para o dia, no final no poker vai prevalecer a sorte.
Teve um cara a algum tempo atrás não me recordo o nome, que ganhou Doze milhões e não jogava nada, ele não precisava, tudo acontecia pra ele automaticamente, o pai dele tava no hospital inclusive quando ele ganhou, não me recordo agora.
É isso ai não dá para querer que torne este jogo oficial, porque ele envolve a sorte e é por isto que nunca nem sequer vão legalizar este jogo aqui no Brasil e em alguns outros países, principalmente depois da roleta que a fultilt inventou rsr piorou ainda mais rsrsrsrs
fevereiro 5th, 2010 às 15:01
Ta… vcs leram o artigo ae em cima? Ele disse que existe a variancia… ele nunca negou que há um fator ’sorte’ no meio… o que ele disse é que da pra minimizar ainda mais esse fator…
se vc pega o Federer pra jogar valendo o titulo de melhor do mundo de todos os tempos vc vai fazer um jogo de 1 game? Não! vai botar 5 sets (ou mais, se existir)…
E qual esporte que só depende de vc? ja descartamos todos os coletivos… e depois descartamos que que existe compeição, pq por melhor que vc seja, pode haver alguem melhor… entao nao existe esporte que tudo dependa de vc…
e amigo, desculpa, mas 5k maos é uma amostra absurdamente pequena… nao sei exatamente quantas possibilidades de maos iniciais são, mas é bastante pra 5k ser uma amostra consideravel… se a pouca matematica que nao me fugiu da memoria estiver certa são 2600 (52*51) maos iniciais… claro que KsKc e KdKd nao faz diferença, entao esse numero cai bastante, mas vc nao tem nem 100x o numero de maos iniciais, qdo vc precisaria ter 100x cada uma das maos…
ps: parabens pela paciencia thou
fevereiro 5th, 2010 às 15:03
*é bastante pra 5k NÃO ser uma moastra considerável… (meio que muda o sentido da frase… hehe)
fevereiro 5th, 2010 às 16:37
Resposta para mister:
“eu acho que é até um absurdo, comparar este jogo com qualquer atividade esportista que só depende da pessoa em si,”. Copiei o seu texto, porque parece que há uma falta de entendimento por parte de muitas pessoas. A sorte, como a conhecemos, ou seja, um fator aleatório que pode alterar o resultado de qualquer coisa, sempre estará presente em qualquer atividade. Mas, o que mais espanta é ainda estarmos discutindo se o poker deve ser reconhecido como atividade esportiva. Apesar de todos os laudos de universidades norte-americanas, de laudo do Instituto de Criminalística de São Paulo, do uso do poker nos países escandinavos nas escolas, para desenvolver o raciocínio lógico, e outros empregos do jogo, ainda pensamos de forma bastante tupiniquim em relação ao poker. Já disse um filósofo alemão do Sec XVII: mais difícil do que colocar uma ideia nova na cabeça, é tirar a velha. E isso está acontecendo com o poker. Mesmo que a aleatoriedade do jogo possa fazer com que a variância seja grande, alguém pode me explicar porque os conhecidos como grandes jogadores – Brunson, Harrington, Ivey, Hellmuth, Negreanu, só para citar alguns, continuam ganahando dinheiro nos cash games, torneios, na internet? Por que nasceram com a bunda virada para a Lua? Ou porque são conhecedores do jogo, e de tudo que o cerca? Acho imprudente, para dizer o mínimo, que comecemos a taxar o poker como sendo um jogo de sorte. Como disse acima, a sorte SEMPRE VAI ESTAR PRESENTE EM QUALQUER ATIVIDADE. QUALQUER! O que vai fazer a diferença será a competência de cada um. EM QUALQUER ATIVIDADE. Nesse caso, competência engloba uma série de coisas (conhecimento, preparação, treinamento, reavaliações, aprendizado com os erros, etc). Por favor, não prestem um deserviço ao poker.
fevereiro 5th, 2010 às 16:50
Resposta para Carlos Henrique: Totalmente de acordo.
fevereiro 5th, 2010 às 20:43
Resposta para Dom Gazzola:
Na verdade as 5000 mãos na qual eu disse foi a simulação que eu fiz com o jogador Patrick Antonius e não comigo, ok thou… id… O meu histórico de mãos é muito, mas muito maior do que miseras 5000 mãos…. Então com o numero de mãos que ja joguei nesses 10 meses, pode sim.. com certeza ser uma amostra considerável… o fator habilidade, treino é muito importante no poker sim.. não nego isso, mas também não querem comparar natação, atletismo, surf, esporte desse genero com poker.. e outra coisa… existe uma lista de jogadores de poker que vencem sim, mas no poker para alguém ganhar o outro tem que perder.. até porque envolve diretamente dinheiro.. e nos outros esportes.. o dinheiro não envolvido tão diretamente, mesmo que voce perde nesses outros esportes, o esportista não morre da fome.. ou perde dinheiro… existe toda uma outra lógico de ganhos..
E com certeza, a variancia nos outros esportes existe sim, mas se voce perde é porque o seu adversário treinou e se preparou melhor do que voce.. então nesses esportes depende diretamente do esportista, sim!!!!!!! Voce não perde por contas matematicas, ou porque vc teve azar e nem o que venceu porque teve sorte… ganha que esta com a melhor condição e preparo físico… então vc dizer que nesses esportes não depende diretamente do esportista.. acho que o viajão aqui é vc…
fevereiro 5th, 2010 às 21:00
Voces acham que jogadores vitoriosos no poker encaram o poker como uma fonte de riqueza e rendimento segura???? Acham que eles vivem só do poker???????
Eu gosto e ainda jogo poker, mas de forma alguma encararia o poker como a única fonte de rendimento, e acho que ninguem deve fazer isso… queira ou não, isso é um jogo….
Respeito a opinião de cada um, mas para mim, apenas habilidade no poker é insuficiente
Continuo achando que no poker vc precisa ‘habilidade, treino + sorte’
fevereiro 5th, 2010 às 22:01
Resposta para ottersback: Parceiro, assiste a mesa final.
Ele quebra JJ e QQ com 22 e 33 com all in pre flop !!!!!!
Nao é bad beat? É o q entao?
fevereiro 6th, 2010 às 05:13
mas eu acho que a sorte tem uma influencia no poker, mas eu acho tbm que tem em quase qualquer esporte um fator aleatório… nem que seja a direção do vento mudando no meio da competição, por exemplo…
“Eu gosto e ainda jogo poker, mas de forma alguma encararia o poker como a única fonte de rendimento, e acho que ninguem deve fazer isso… queira ou não, isso é um jogo….”
1. ninguem ta dizendo que qualquer um pode ser profissional… eu jogo bola de maneira recreativa, mas nao chego de maneira nenhuma perto de profissionais…
2. tem mto jogador de futebol que nao tem o futebol como sua unica fonte de renda… acontece que vc acaba olhando soh os top… va ver os esportes olimpicos entao…
Esporte nenhum eh marcado pela estabilidade financeira, só se vc for top mundial…
O problema do poker é que ele ainda esta numa area cinza da lei (ele não eh proibido nem legalizado explicitamente…) entao nao ha tantos investidores… até o Guga teve problemas financeiros uma epoca que ficou sem patrocinador… entao nao eh o fato do jogador depender do resultado ou ‘passar fome’ que diz alguma coisa sobre poker ser ou nao esporte…
e eu continuo achando isso mesmo tendo acabado de cair em dois torneios, um de KK x KJs e um de ATxQ7
=p
fevereiro 6th, 2010 às 10:43
Resposta para Dom Gazzola:
Olha, comparar futebol, com poker é um pouco complicado, ate poque futebol envolve muito mais diheiro, e qualquer jogador de time pequeno, como o Avaí de SC por exemplo… o que menos ganha, leva para casa no minimo 50.000 ano.., falar em ganhar fortuna é uma coisa, agora ganhar um renda média razoável para sobriver é outra coisa.. se voce for um jogador de futebol que tenha habilidade, talvez não fique rico, mas vai conseguir viver bem… e esportes olímpicos aqui no brasil.., realmente não é valorizado mesmo.. ficar rico é complicado.
De uma olhada em algumas entrevistas que o Patrick Antonius deu, e perceba bem o que ele fala do mundo do poker…..
fevereiro 6th, 2010 às 14:23
Galera, A intenção do artigo não foi a de comparar o nível de sorte do poker com o de outros esportes. O que o CK quis dizer é que para que o poker se torne um esporte de alto nível, cujas grandes empresas do mercado voltem os olhos com seus patrocinios milionários, é preciso uma mudança nos modelos de torneios, na estrutura do jogo, nos rankings e nos próprios circuitos atualmente existentes, visando torná-los mais interessantes para quem joga, para quem assiste, para quem transmite e para que anuncia nas transmissões. Todos os esportes, caso queiram ter um casamento com a TV, precisam fazer pequenas mudanças para que fiquem mais atrativos.